“Alunos fazem Manifestação Por Melhorias na educação Escolar”


No dia 28 de Setembro de 2009, Segunda-feira, os alunos da rede pública Estadual foram ás ruas para reivindicar melhorias nas condições de ensino, e pedir o direito a férias. Estavam no local cerca de 1.200 alunos. Eles se concentraram na Praça do Centro Cívico e seguiram para o espaço da Cidadania do Ministério Público Estadual e para a Secretária de Educação, Cultura e Desporto (SECD), para entregar um documento exigindo a solução de vários problemas que afetam a educação.

A manifestação teve o apoio da ASSOER (Associação dos Estudantes de Roraima) e UNES (União Nacional dos Estudantes Secundaristas), que ofereceram ônibus para os alunos de quinze escolas, os alunos improvisaram faixas, cartazes e discursos para mostrar indignação com a qualidade da Educação em nosso Estado. Alguns dos alunos foram acompanhados por seus pais.

Por volta das 16h, os manifestantes se deslocaram, com o auxílio da Polícia Militar e SMTRAN, para o Espaço da Cidadania, em seguida, para a SECD, onde foi protocolado o ofício ao secretário Dirceu Medeiros e à promotora Janaína Menezes.

Participaram alunos das Escolas: Dom José Nepote, Camilo Dias, Ana Libória, Carlos Drummond de Andrade, Antônio Carlos da Silva Natalino, Major Alcides, Vanda da Silva Pinto, Maria dos Prazeres Mota, América Sarmento, Maria Sônia de Brito, Ulisses Guimarães, Severino Cavalcante, Hélio Campos, Lobo D’ Almada e Gonçalves Dias.

Nossa Escola Major Alcides estava na manifestação para reivindicar melhorias na Educação dos Cursos Técnicos, pois as propagandas contrariam com a nossa realidade, os Cursos Técnicos estão precisando de equipamentos necessários para que possamos ter um estudo bem qualificado na área de Manutenção e Suporte de Computador. Faltam-nos materiais para a manutenção de computadores, nos falta à internet “banda larga” que nunca chegou a nossa escola, nos falta carteiras, pois as que temos são insuficientes e mais da metade estão com defeitos, o teto da quadra de nossa escola está para desabar em cima dos alunos, o governo colocou nas escolas quadros brancos, mais o que adianta termos um quadro branco se não temos pincéis para o nosso ensino, muitas das vezes o próprio professor tem que comprar o seu pincel com o seu próprio dinheiro. Um pincel daquele custa caro, o dinheiro da verba dá pra comprar milhares de pincéis para as escolas, que vergonha para o nosso estado! Não ter pincéis em nossas escolas.

O presidente da ASSOER, Gilmar Pontes, defende a autonomia para as escolas decidirem a reposição das aulas e disse ser contra o desconto no salário dos professores dos dias em greve.

“Quem deve decidir a reposição das aulas devem ser, os pais, alunos, professores e gestores. Se com o corte no salário os professores não terão obrigação de repor as aulas, quem fará a reposição? Não aceitamos qualquer outra pessoa exercendo a função de nossos professores”, afirmou.

A coordenação da ASSOER explicou que três ônibus fizeram o deslocamento da grande maioria dos alunos que foram para a praça.

“Foram mais de dez viagens à praça, com uma média de 80 alunos. Fizemos uma grande mobilização para mostrar a forma que está sendo conduzida a educação no Estado”, contou.

Gilmar Pontes afirmou que a entidade juntamente com os alunos e os responsáveis do mesmo, reivindicaram as melhorias como a qualidade suficiente de material didático para atender as escolas, fotocopiadoras à disposição dos professores para cópia de provas, merenda feita na própria escola e reforma de qualidade nos prédios escolares.

“Estudamos em escolas que, segundo nossa lei maior, deveria estar em condições de nos fornecer uma educação com o objetivo de nos tornarmos cidadãos conscientes e críticos, mas podemos observar que a realidade é bem diferente. Convivemos em escolas sucateadas, com instalações elétricas cheias de fios expostos, colocando até a vida dos estudantes em risco”, relatou.

A aluna Solange Batista, 16 anos, cursa o 1º ano na escola América Sarmento, e disse que os alunos estão bebendo água quente dos bebedouros.

“Ou a gente bebe água quente ou tem que comprar água. Também faltam materiais e carteiras escolares”.

Raimundo Pereira, ajudante de pedreiro, pai de um aluno da escola América Sarmento, foi buscar o seu filho na Praça do Centro Cívico ao final da manifestação e disse ser favorável ao movimento.

“Apoio porque freqüento a escola do meu filho e sei que as salas de aula são quentes e lotadas e não têm água gelada para beber. Apoio sim meu filho participar e lutar pelos seus direitos”, afirmou o pai do aluno.

A assessoria do Ministério Público Estadual informou que a promotora Janaína Menezes irá fazer os procedimentos para apurar as denúncias levadas pelos alunos, pois é o papel do órgão fiscalizar o cumprimento da lei. Em contrapartida, a promotora também irá apurar a responsabilidade de quem deixou os alunos fardados saírem às ruas, no horário que deveriam estar nas escolas.


COMO PODEMOS SER O FUTURO DE NOSSSO ESTADO SE TEMOS UMA EDUCAÇÃO DE PÉSSIMA QUALIDADE?

“As propagandas contrariam com a nossa realidade”

“Queremos mais responsabilidade”.

.........................................................................................

“Queremos respeito”

“Queremos atenção”

“Queremos melhorias para a nossa Educação”.

Palavras criadas por:

Lú Alves/102


redatoras: Lú Alves e Ylorrane Rodrigues

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

0 Response to "“Alunos fazem Manifestação Por Melhorias na educação Escolar”"

Postar um comentário